A Reserva Biológica de Poço das Antas, considerada a reserva biológica mais antiga do país, completa 52 anos de criação nesta quarta-feira 11 de março.
A unidade federal está localizada no município de Silva Jardim, a cerca de 120 quilômetros da capital fluminense.
Administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, a área é um dos principais centros de conservação da Mata Atlântica no estado. O trabalho realizado pelo Núcleo de Gestão Integrada Mico-leão-dourado envolve a proteção de espécies ameaçadas e ações junto às comunidades do entorno.
Entre os principais focos está a preservação do mico-leão-dourado, primata que existe na natureza apenas no estado do Rio de Janeiro. O animal foi o motivo central para a criação da reserva, idealizada pelo primatólogo Adelmar Coimbra Filho em parceria com o ambientalista Alceo Magnanini.
Quando a unidade foi criada, em 1974, a população estimada do mico-leão-dourado era de pouco mais de 200 indivíduos. Hoje, graças ao trabalho de conservação realizado por pesquisadores, servidores do ICMBio e instituições parceiras, a espécie soma quase cinco mil animais vivendo livres na natureza.
Com mais de cinco mil hectares, a reserva integra o território da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João. O espaço abriga outras espécies ameaçadas, como a preguiça-de-coleira e a borboleta-da-praia.
A área também concentra o maior remanescente de Mata Atlântica da Baixada do estado do Rio de Janeiro, reunindo mais de 365 espécies de flora. Além da proteção da biodiversidade, a gestão da reserva desenvolve ações de educação ambiental, reflorestamento com espécies nativas e combate à caça e ao tráfico de animais.