Projetado em 1949 por Oscar Niemeyer para abrigar a gráfica da extinta revista "O Cruzeiro", a antiga sede do "Jornal do Commércio" e das rádios Tupi e Nativa, na Zona Portuária, está em abandono geral e com as instalações depenadas. O que seria transformado em salas de escritórios, com as obras de retrofit quase prontas, foi abandonado pelos responsáveis quando começaram os escândalos da Lava-Jato.
Em 2016, o grupo de comunicação Diários Associados vendeu o edifício por R$ 35 milhões à SPE Porto Maravilha Offices. Numa rápida pesquisa pela Internet nem sequer um site direciona para esta empresa.
O imóvel, tombado pelo patrimônio histórico, pertence à chamada "fase racionalista" de Niemeyer. Ele é revestido por cobogós, um acabamento externo vazado, empregado para permitir a entrada de luz natural e ventilação. No Rio, um dos exemplares mais conhecidos desse tipo de revestimento é a sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro.
Relatos dão conta que o interior do prédio, quase pronto, foi saqueado e deixado no "osso". Não sobraram portas, maçanetas, janelas e até mármores, pias, torneiras e instalações sanitárias. Recentemente parte do térreo pegou fogo e nenhum responsável apareceu.
O terreno dos fundos do edifício que era um estacionamento virou uma comunidade com pelo menos 20 casas.