Situado no bairro de Marechal Hermes, Zona Norte do Rio, o Teatro Armando Gonzaga foi inaugurado em 19 de abril de 1954 em homenagem ao jornalista e dramaturgo Armando Gonzaga.
O prédio tem projeto arquitetônico de Affonso Eduardo Reidy, jardins de Burle Marx (hoje bastante prejudicados) e painéis laterais de Paulo Werneck.
O uso do branco com detalhes em outras cores, no caso, o azul, é característica do movimento moderno carioca. A integração entre arte e arquitetura foi amplamente utilizada nas obras de Reidy e também está presente nos painéis laterais do teatro. Reidy é autor do projeto do Museu de Arte Moderna no aterro.
O teatro foi tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac) em 1989.
Após as obras de reforma de 1979/80, Moreira da Silva e Kid Morengueira comandaram a festa de sua reinauguração, em abril de 1981.
Em 1986 o prédio foi reformado novamente e suas dependências modernizadas, proporcionando mais conforto tanto para atores quanto para o público.
Em 2008 o teatro sofreu sua reforma mais recente, com recuperação de todo telhado, troca das poltronas e pintura externa.
O teatro, pertencente à FUNARJ, já teve à frente de sua direção jornalistas, professores, produtores, carnavalescos, atores e diretores teatrais, entre eles Augusto Soares, Mario de Oliveira, Marcio Mendes Antonio, Zenaide Silva, Selma Monteiro e João Rachid. A atual diretora do teatro é Gláucia Santos.
Armando Gonzaga era célebre autor de comédias de costumes na primeira metade do século XX, no Rio de Janeiro, Armando participou da chamada 'Geração Trianon', ao lado de Viriato Corrêa, Gastão Tojeiro e Oduvaldo Vianna.
Sua obra, na maioria comédias leves, tinha como temática conflitos familiares, costumes cotidianos e situações envolvendo personagens tipicamente cariocas. Entre seus textos, destacam-se Cala a boca, Etelvina! e O Ministro do Supremo.
Fonte: Teatro Armando Gonzaga
Leia mais: