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  • Família Guinle, de uma loja de tecidos na Rua da Quitanda para um império de US$ 24 bilhões

    Da Redação em 03 de Maio de 2021    Informar erro
    Pouca gente sabe, mas uma das famílias mais ricas do Brasil, a Guinle, começou nos negócios com uma simples loja de tecidos na Rua da Quitanda em 1872. Filho de imigrantes franceses, Eduardo Palassim Guinle, ao lado da esposa Guilhermina, deixou o Rio Grande do Sul e se associou a Cândido Gaffrée, passando a vender tecidos importados da França.
     
    A pequena loja prosperou e rapidamente começou a ascensão nos negócios. Graças a amizades e influências no círculo do poder, os Guinle foram os vencedores de uma concessão de 90 anos para modernizar o Porto de Santos em 1888. Mesmo sem experiência alguma no ramo, conseguiram empréstimos bancários suficientes para dar partida à modernização do Porto que os tornou bilionários. 
     
    Com a morte de Eduardo Guinle, em 1912, os negócios foram assumidos por Guilherme Guinle que aumentou ainda mais a fortuna investindo em áreas de produção e distribuição de energia elétrica, imobiliárias, indústria têxtil, bancos, construção civil e hotelaria.
     
    Entre os projetos, destaque para a construção do Copacabana Palace em 1923, o Palácio Laranjeiras, atual residência do governador do Rio de Janeiro, o Jóquei Clube Brasileiro e a Granja Comary. E ainda o Palacete Guinle, em Botafogo, atual Casa Firjan.
     
    Guilherme Guinle financiou ainda a construção do Hospital Gaffrée e Guinle, inaugurado em 1929. Ele simbolizou um marco na modernização da saúde pública do país e no combate às doenças venéreas, principalmente a sífilis.
     
    Pelos cálculos do historiador Clóvis Bulcão, autor do livro Os Guinle (editora Intrínseca, 2015), no auge do movimento do Porto de Santos, o patrimônio da família era o equivalente ao que hoje seriam US$ 24 bilhões.
     
    Guilherme, que nunca se casou nem teve filhos, morreu aos 78 anos, em 1960. A transferência da capital para Brasília foi o início da derrocada financeira do clã. O Porto de Santos foi prejudicado pela ditadura a partir de 1964, o Banco Boavista faliu em 1999 e o Copacabana Palace quase foi demolido pois com a proibição de cassinos deixou de ser lucrativo.
     
    Jorginho Guinle, neto de Eduardo Palassim e sobrinho de Guilherme, foi um dos mais assíduos frequentadores do Copacabana Palace. Nome mais do que conhecido no jet set internacional, desfilava com naturalidade pela cena hollywoodiana e se gabava de nunca ter trabalhado na vida. Morreu pobre e morando de favor no hotel de luxo.

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      • Comentário do post Antonimar Bandeira de Oliveira:
        Como diz o ditado PAI RICO, FILHO NOBRE, NETO POBRE.2

      • Comentário do post Rogério calhau:
        Jorginho soube viver a vida

      • Comentário do post Antonio Fernandes Neto:
        Recomendamos a leitura do livro: Cia. Docas de Santos - Eternamente em Berço Esplendido. O livro faz uma abordagem da intrinseca relaçao entre o governo militar e o aumento dos ganhos. Muito bem documentado e sólido nos argumentos. Vale a pena ler.

      • Comentário do post Paulo Roberto reis do Nascimento:
        Vi reportagem que Jorge Guinle teve carteira de trabalho ctps, assinado para um escritorio pelos seus 70a. Primeiro trabalho em escritorio de amigo Abraços

      • Comentário do post Orlando Barbosa Rispoli:
        Quando se tem padrinho, não morre pagão! Acabou a mamata, acabou o Império!
        Comentário do post Bafafá:
        Mas, a fortuna aumentou depois do Império, leia a matéria...


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