A obra de construção do túnel Santa Bárbara foi iniciada em 1947, mas inaugurada apenas em 22 de abril de 1964 pela demora nas desapropriações de 75 imóveis pelo lado de Laranjeiras e do Catumbi.
Durante sua construção, 18 operários faleceram. Para homenageá-los, uma arte da pintora Djanira, feita de azulejos, foi instalada no túnel. Devido à degradação da obra de arte por causa da umidade ela acabou realocada no Museu Nacional de Belas Artes.
Seu projeto original faz parte do complexo viário da Linha Lilás, via expressa inclusa no Plano Doxiadis. Ainda antes de sua efetiva inauguração, o túnel atraia o interesse popular pelas suas características, em especial o tamanho com manchetes de jornal classificando a obra como o "orgulho da engenharia brasileira".
Características
Com uma galeria de 1.357 metros de comprimento por 17,5 m de largura e quatro pistas de rolamento, foi o primeiro grande túnel aberto na cidade e o primeiro a ter ventiladores. À época foi considerado o maior da América do Sul e um dos mais modernos do mundo.
Para o seu acesso foram construídos. na embocadura Sul, o Viaduto Engenheiro Noronha, sobre a rua das Laranjeiras, tendo sido alargadas para pista dupla as ruas Pinheiro Machado e Farani.
Este viaduto, com 356 metros de comprimento, possuía, à época, o maior vão livre em concreto protendido da América do Sul, com 56 metros.
Na embocadura Norte, o Viaduto Doutor Agra, sobre a rua do mesmo nome, além do asfaltamento de todas as ruas do Catumbi e a nova canalização do rio Papa-Couve.
Atualmente dividido em duas galerias, o túnel possui sistema de controle de poluição. Com um tráfego de 100 mil veículos por dia, fecha para manutenção e limpeza às segundas (sentido laranjeiras) e às quartas-feiras (sentido catumbi), das 23h50min às 4h30min, exceto nos feriados.
Fonte: Wikipedia