Patrimônio Mundial da humanidade, o Sítio Burle Marx, legado do paisagista brasileiro que criou o conceito de jardim tropical moderno, está pelo site Architectural Digest entre "Os 10 parques que os amantes de design devem conhecer", colocando a criação de Burle Marx ao lado Jardim do Trocadero, em Paris e o Central Park, de Nova York.
“Roberto Burle Marx trouxe com sucesso ideias de jardins tradicionais para a modernidade e combinou arte e ciência em seu trabalho”, diz o site.
Com 407 mil metros quadrados, o Sítio Burle Marx fica em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio e abriga uma coleção com mais de 3.500 espécies de plantas tropicais e subtropicais.
"O Sítio Roberto Burle Marx foi o 'laboratório de criação' onde foram desenvolvidos o repertório botânico e a experimentação paisagística que viabilizaram a produção do novo paradigma no campo do paisagismo, o jardim tropical moderno", destacou a diretora do espaço,
Claudia Storino.
Acervo de mais de 3 mil itens
Além de jardins, viveiros de plantas, sete edificações e seis lagos, a propriedade Burle Marx também guarda um acervo museológico de mais de três mil itens, formado por coleções de arte cusquenha, pré-colombiana, sacra e popular brasileira.
Como registra o Iphan, o sítio é a maior e mais importante obra de Burle Marx, e recebe cerca de 30 mil visitantes por ano. Roberto Burle Marx, reconhecido internacionalmente como um dos mais relevantes paisagistas do século XX, viveu no sítio entre 1973 e 1994.
Foram 45 anos reunindo plantas de diversas partes do mundo na propriedade, algumas em risco de extinção. Todo um conjunto que recentemente passou por uma requalificação visando o título de patrimônio mundial.
Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu aproximadamente R$ 5,4 milhões em intervenções para valorizar espaços ampliar o acesso público e potencializar ações de pesquisa.
O resultado é fruto de uma parceria firmada entre o Iphan e o Intermuseus associação civil sem fins lucrativos (Oscip). A requalificação começou em outubro de 2018 e foi concluída em fevereiro de 2021.
O sítio é classificado como uma unidade especial do Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo.
Fonte: G1