Atores-cantores contam a história da cidade percorrendo o prédio e as instalações do museu. Eles detalham fatos relacionados à construção e ao rico acervo da cidade do Rio de Janeiro.
Em 2021, a construção em estilo eclético do século XIX, no Parque da Cidade na Gávea, passou por reforma em seu interior e na fachada e recebeu serviços de manutenção.
Uma das relíquias é uma arca na qual depositavam o dinheiro arrecadado pela tributação do vinho. O objeto tinha três chaves, e cada uma delas ficava com uma personalidade política da época (século XVIII). A arca só podia ser aberta quando os três se juntavam. O valor foi usado na obra dos Arcos da Lapa, que durou cem anos.
No acervo também há peças doadas por ex-prefeitos do Rio, o que é uma tradição. Pedro Ernesto e Pereira Passos contribuíram com mobiliário, louças de porcelana e condecorações. Entregaram, por exemplo, respetivamente, um aparelho de jantar completo e um guarda-casaca em madeira. A coleção tem ainda documentos de Carlos Sampaio.
Outro destaque é uma estátua toda em mármore, sem autoria, herdada do eclético Palácio Monroe (antigo Senado Federal), demolido em 1976, por decisão do então presidente Ernesto Geisel. “A festa” é o nome da obra, que tem a forma de uma mulher segurando um pandeiro.
Chamam atenção também a escultura da cabeça do Cristo Redentor feita nos anos 1920 pelo franco-polonês Paul Landowski e que inspirou o monumento, fantasias de Clóvis Bornay, zincogravuras de Marc Ferrez e fotografias de Augusto Malta.
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