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  • ​11 coisas para se fazer no Centro do Rio

    Da Redação em 03 de Agosto de 2019    Informar erro
    Por Rogeria Paiva - No vai e vem da multidão apressada, muita gente não percebe as riquezas do Centro do Rio. Mas, para quem anda com olhos de viajante, é impossível não se encantar com a beleza do Rio Antigo. Em meio aos arranha-céus, encontramos ainda muitas construções, monumentos, praças e ruas construídas ainda no tempo do Império. Um espaço pleno de história, cultura e arte, além de ser palco de importantes movimentos sociais e políticos de grande força nacional. Apesar dos problemas do bairro que aumentam a cada dia, o Centro é uma fonte inesgotável para o turismo e o lazer. 

    O Centro do Rio começou a ser povoado em 1567, quando os portugueses ocuparam o Morro do Castelo por razões de segurança. Dali era possível avistar a entrada e saída de navios na baía de Guanabara o que facilitava a defesa da região. Com o crescimento da cidade, em 1922 o morro foi destruído e abriu espaço para ruas na área onde encontramos hoje a Igreja Santa Luzia e os prédios dos antigos Ministérios, o do Trabalho e o da Educação e Cultura.

    A Avenida Rio Branco que ganhou recentemente um novo projeto urbanístico e conta com as facilidades de transporte do VLT e do metrô, foi inaugurada em 1905 e se chamava Avenida Central. Durante muitos anos foi a principal via de tráfego que cortava o centro da cidade no sentido norte-sul e centro financeiro da cidade. Inspirada na capital francesa nasceu com a ideia de apagar o passado colonial e criar um ambiente cosmopolita para a jovem República. Embora muitas construções importantes também tenham sido destruídas posteriormente, ainda encontramos lindas fachadas em estilo art nouveau. Uma boa ideia para conhecer mais sobre essa história é fazer um dos passeios guiados a pé pelo Centro do Rio. 
    Além de ser instrutivo, é lúdico e o valor é colaborativo. 

    Embora grande parte das pessoas que circula por ali esteja apenas por conta de seus trabalhos, o Centro é um grande polo cultural. São tantos atrativos que, infelizmente, não conseguiremos falar de todos aqui. Além de museus, centros culturais, bibliotecas, igrejas, praças e monumentos, ainda temos uma infinidade de eventos que acontecem diariamente em bares, teatros, casas de cultura, praças e muitos nas ruas.

    Com a revitalização da zona portuária, ganhamos novos espaços e trouxemos de volta a Baía de Guanabara para a paisagem, um luxo que poucas cidades no mundo têm. Numa mesmo ponto encontramos construções históricas e modernas emolduradas por uma natureza exuberante. Para ficar perfeito só falta o poder público fazer a sua parte e cuidar melhor da nossa cidade. 

    A antiga Praça XV, onde fica a estação das barcas, monumentos antigos como o Chafariz do Mestre Valentim (1789) e estátua do General Osório (1894) convivem em harmonia com jovens skatistas que conseguiram oficialmente ali um espaço para a prática do esporte. Em seu entorno encontramos outras construções importantes, como o Palácio Tiradentes, o Paço Imperial, o Arco do Teles e indo adiante ainda podemos ter a sorte de encontrar o Samba da Ouvidor, uma roda de samba que começou na rua e hoje se apresenta até em São Paulo. Nesse Corredor Cultural de ruas históricas estão grandes centros culturais, antigas igrejas e o Boulevard Olímpico que segue a orla e nos leva à Praça Mauá e seus novos encantos. 

    Degradada por muitos anos, a Praça Mauá virou um importante ponto turístico com a chegada do Museu de Arte do Rio e o Museu do Amanhã. Ao lado tem o Mural Etnias de Eduardo Kobra, reconhecido pelo Guinness como o maior grafite do mundo. E como está tudo interligado, indo para a Gamboa encontramos o AquaRio, o maior Aquário Marinho da América do Sul. A revitalização dessa região colocou em evidência o Cais do Valongo, o Morro da Conceição, o Largo da Prainha, a Praça da Harmonia e muito mais. 

    Outro centro importante de cultura no Centro é a Praça Tiradentes. Sem entrar no mérito de sua história que começa no século XVII, portanto, bastante rica e extensa, a praça é um ponto de convergência cultural. Ali tem sempre um evento bacana como a feira de arte, cultura e gastronomia Tiradentes Cultural e a animada Roda de Samba PedeTeresa. No seu entorno encontramos os importantes teatros Carlos Gomes e João Caetano, o Real Gabinete Português de Leitura, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, CRAB - Centro de Referência do Artesanato Brasileiro, Centro Cultural Carioca, e o Real Gabinete Português de Leitura, uma biblioteca de 1837, considerada uma das mais lindas do mundo. 

    A Praça da República ou Campo de Santana é um ponto crítico no quesito segurança, mas é um oásis de verde entre o Centro Antigo e a Cidade Nova. Poucos sabem, mas ali aconteceu marcos de nossa história como a aclamação de D. Pedro I Imperador do Brasil e a proclamação da República. Na área encontramos o Arquivo Nacional, cujo prédio foi a antiga Casa da Moeda, o hospital público Souza Aguiar e, atravessando a movimentada Avenida Presidente Vargas, a Central do Brasil. Infelizmente a imponente construção não ofusca a situação de precariedade e abandono com que os usuários têm que lidar diariamente no uso do transporte.  Próximo dali fica o Centro Cultural Light , que oferece gratuitamente mais de cinco mil metros quadrados de história, cultura e entretenimento. 

    Passando pela Saara, o shopping a céu aberto mais autêntico do Brasil, encontramos casarões antigos, comércio variado e popular, gastronomia síria e gente de todos os lugares. Fundado por emigrantes árabes e judeus o lugar agrega comerciantes de vários continentes é um exemplo de convivência e harmonia. 

    E chegamos ao Largo da Carioca e seus arredores. Lugar de muito movimento, onde empresas importantes estavam sediadas (muitas se mudaram para outros bairros) e antigas confeitarias como Colombo, Cavé e Manon nos fazem voltar no tempo. Vale uma subida ao Convento de Santo Antônio para visitar as belíssimas Igreja de Santo Antônio e a de São Francisco da Penitência. Aliás, o Centro da cidade concentra um número enorme de igrejas históricas que merecem um roteiro especial. CAIXA Cultural, Espaço Cultural BNDES ficam pertinho dali.

    E para finalizar, a glamorosa Cinelândia que já teve dias de glória e de abandono, mas nunca perdeu o posto de praça mais popular no Rio. E não é para menos. Ali estão ícones importantes da cidade como o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional, Câmara dos Vereadores, Museu Nacional de Belas Artes, Centro Cultural da Justiça Federal (antigo STF), Bar Amarelinho (desde 1921), Passeio Público e o Teatro Rival, importante palco do Teatro de Revista. Seu nome original é Praça Marechal Floriano Peixoto e sua história começa no início do século XX, com a ideia de ser uma “Time Square brasileira”. Nessa época chegou a ter mais de dez cinemas e era o lugar mais badalado do Rio. Hoje só nos resta o Cine Odeon

    E o “progresso” chega aos anos 70 e com a chegada das obras do metrô a paisagem muda. E, se ganhamos um meio de transporte moderno, perdemos preciosidades como o belíssimo Palácio Monroe, que foi também sede do Senado Federal. Mas, felizmente, continua a ser um espaço de reivindicações sociais e políticas, palco para a voz do povo em vários momentos da história.

    Muito se teria para falar sobre esse bairro. O Museu de Arte Moderna, por exemplo, merecia um belo destaque, mas ficará para outra ocasião. Que me perdoem se cometi alguma injustiça ou omiti algum lugar, mas o Centro é um mundo de histórias, movimentos e carioquices.

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