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  • Privatização do Aeroporto Santos Dumont prevê aterro na Baía de Guanabara, ambientalistas condenam

    Da Redação em 24 de Novembro de 2021    Informar erro
    Movimento Baía Viva vai entrar com uma representação junto aos Ministérios Públicos Federal e Estadual contra o processo de privatização do Aeroporto Santos Dumont, cujo edital prevê a construção de um novo aterro sobre a Baía de Guanabara para ampliar as suas instalações.
     
    O ambientalista Sergio Ricardo Potiguara, um dos líderes do movimento, afirma que a obra fere a Constituição do Estado do Rio e a lei “Elmo Amador”, de 1990, que preserva a Baía.
     
    O recurso a essas legislações já foi usado com sucesso pelo Movimento Baía Viva em 2015, alterando o processo de concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, em que também se previa um aterro sobre a Guanabara, com 1,6 milhão de metros quadrados.
     
    Naquele ano, em uma audiência pública promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para discutir o edital de privatização do Galeão, os militantes do Baía Viva, junto com representantes de comunidades de pescadores, advertiram aos investidores presentes que estariam se associando a um crime ambiental.
     
    O resultado foi uma debandada dos investidores. A Anac se reuniu com os ambientalistas e o edital acabou sendo modificado, sem a previsão para o novo aterro.
     
    Baía Viva alerta que expansão coloca em risco fauna e flora
     
    Agora, Sergio Ricardo diz que não é suficiente alterar o edital do Santos Dumont apenas na questão do aterro. Para ele, também é preciso garantir que a privatização não seja prejudicial ao funcionamento do Galeão.
     
    Ele teme que o modelo proposto pelo Governo Federal acabe sendo negativo para a economia do Estado e da Ilha do Governador, onde moram vários dos trabalhadores do Aeroporto Internacional do Rio.
     
    O Movimento Baía Viva é uma organização não-governamental (ONG) criada em 1984 para a defesa da Baía de Guanabara. O geógrafo Elmo Amador, falecido em 2010, foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos fundadores do movimento. Ele era um especialista no ecossistema da Baía e doutor em geologia marítima.
     
    Com base nos estudos de Elmo, Sergio Ricardo diz que o aeroporto Santos Dumont, em sua configuração atual, já tem enorme influência no fluxo de correntes marítimas para o interior da Baía de Guanabara. Um aumento de sua área causaria graves impactos, dificultando ainda mais a renovação das águas, processo vital para a manutenção da flora e fauna que resistem na Baía.
     


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