No Rio de Janeiro, a versão moderna do kitnet é o studio, com uma verdadeira "febre" de novas construções ou transformações de edifícios comerciais em residenciais. O valor destas unidades é em média 68% maior que o kitnet e eles têm mais liquidez. Mas afinal, qual é a diferença entre um e outro?
Kitnet (do inglês kitchenette, "pequena cozinha") é um apartamento de pequenas proporções, até 30m2, formado geralmente por apenas um único cômodo integrando sala, quarto, banheiro e cozinha. Eles geralmente ficam em condomínios com uma infraestrutura básica, sem muito requinte, nem serviços agregados.
O nome tem várias grafias como como kitinete, quitinete ou quitineti.
O studio é uma denominação mais "sofisticada", geralmente para unidades em prédios novos ou "retrofitados", mobiliadas por um arquiteto e com uma cozinha americana. Além disso, possuem serviços, estrutura de lazer, espaço gourmet, lavanderia e até piscina.
Normalmente, as pessoas que escolhem morar em uma Kitnet levam em conta seu baixo preço e o pouco tempo que ficam na casa, além do pouco trabalho que se gasta com sua limpeza doméstica.
Mas, tamanho, nem sempre é sinônimo de bom preço. Em cidades como Nova Iorque, Tóquio, Londres, Rio de Janeiro e Hong Kong, o valor de compra ou aluguel de studios está nas alturas.
Não é a toa que muitos empreendedores estão investindo neste nicho na capital carioca. Eles compram kitnets em prédios antigos e os reformam com nova hidráulica, elétrica, piso, e principalmente, com mobiliário projetado por um arquiteto.
Recentemente, o economista Paulo Pardieiro comprou um kitnet no Flamengo por R$ 240 mil. Investiu outros R$ 80 mil na reforma e posteriormente o revendeu por R$ 440 mil, um lucro de R$ 120 mil em menos de seis meses. Nem o melhor investimento no mercado financeiro chega perto do lucro aferido.