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  • Condomínio Signore del Bosco tem área de lazer e capela sobre o Morro da Viúva

    Da Redação em 26 de Maio de 2021    Informar erro
    Essa história é digna de um roteiro de cinema. No alto do Morro da Viúva existe uma área de lazer que pertenceu ao Comendador italiano Giuseppe Martinelli, um rico empreendedor do início do século passado. O espaço era uma espécie de quintal de sua propriedade, o Palacete Martinelli, uma construção com colunas e torres neogóticas, de autoria do arquiteto Antonio Virzi, na Av. Oswaldo Cruz.
     
    Para ter acesso ao morro ele mandou construir um túnel dentro da rocha e um elevador para chegar ao topo. Lá ele ergueu um jardim, quadras, fontes e até uma capela que é uma cópia da Basílica de Lucca, destruída na II Guerra Mundial.
     
    Consta que convidado de honra da inauguração da capela foi nada menos do que o ditador italiano Benito Mussolini. 
     
    Reza a lenda que uma cigana havia vaticinado que no dia que as obras do palacete terminassem o dono morreria. Diante disso, a casa esteve sempre em obras, inclusive ocupando a propriedade morro acima. 
     
    Em 1976, Sérgio Dourado, na época o maior incorporador imobiliário do Rio, comprou e demoliu o Palácio Martinelli para construir o Edifício Signore del Bosco, um arranha céu de 25 andares.
     
    O jardim no alto do Morro foi incoporado pelo edifício Signore del Bosco e está muito bem conservado, mas só moradores e convidados têm acesso. O espaço possui piscina, restaurante, salão de festas, churrasqueira espaço kid, pavão, galinheiro e quadras de tênis e basquete. É tido como o melhor condomínio-clube do Rio de Janeiro.
     
    História
     
    Giuseppe Martinelli nasceu em São Donato de Luca, comuna de Lucca, na Itália, no dia 23 de julho de 1870. Imigrou para o Brasil em 1893, desembarcando no Porto de Santos e seguindo para São Paulo, estabelecendo-se como açougueiro. Durante a Primeira Guerra Mundial percebeu a necessidade de transporte de produtos agrícolas entre o Brasil e a Europa e para isso montou uma empresa de navegação, o Lloyde Nacional. Em 1922 a empresa já possuía 22 navios, além de ser proprietário de empreiteiras, minas de ferro e carvão.
     
    Em 1924, ele deu início ao seu empreendimento mais célebre, o Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu de São Paulo. A construção do edifício foi cercada de polêmicas. Originalmente projetado para ter 12 andares, ele acabou sendo finalizado com 30 pavimentos. Por muitos anos, foi o prédio mais alto da América Latina.
     
    Quando faleceu, em 27 de novembro de 1946, a herança deixada por Martinelli era tão colossal que só o inventário pesava em papel cerca de 30 quilos.
     
    Seu herdeiro, José Benito (em homenagem ao ditador italiano), fruto de um relacionamento com a filha de sua lavadeira, em menos de 20 anos liquidou parte da herança que incluia, entre outros, 24 casas em Botafogo, três terrenos à beira-mar no Flamengo, o dote da Companhia Imobiliária que incluía o palacete da família, o terreno onde está o Hotel Meridien, em Copacabana e um edifício comercial na esquina da Av. Presidente Vargas com a Av. Rio Branco, o Rio Douro.
     
    A família, incluindo as duas filhas de seu primeiro casamento, vendo que ele entregava suas propriedades por quantias irrisórias, pediu e obteve na Justiça em 1982 a sua interdição. Ele gastou desordenadamente o patrimônio, fazendo com que muitos enriquecessem às suas custas.
     
    Fonte: Wikipedia e Biblioteca Nacional
     
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      • Comentário do post Eugênio Josino:
        O que manchou a biografia foi a amizade e o nome do filho em homenagem ao ditador, Benito Mussoline.

      • Comentário do post Jakciere:
        Lugar lindo que eu desejo conhecer ! Bom dia beijo de luz !


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