O Morro do Castelo foi um dos pontos de fundação do Rio no século XVI e abrigou marcos históricos de grande importância, como fortalezas coloniais e os edifícios dos jesuítas.
Nele foi reinstalada, em 1567, a cidade inicialmente fundada por Estácio de Sá na entrada da baía da Guanabara, no sopé do Morro Cara de Cão (1565), no contexto da expulsão definitiva dos franceses da região.
Desde o tempo de Dom João VI, o Morro do Castelo era considerado prejudicial à saúde dos cariocas porque dificultava a circulação dos ventos e impedia o livre escoamento das águas. Ao longo do tempo foi considerado inviável para o progresso e urbanismo da cidade.
Apesar de sua importância histórica, foi destruído numa reforma urbanística iniciada em 1920. O curioso é que foram usados jatos de água do mar em alta pressão sobre o terreno argiloso com as construções por cima. É tida até hoje como uma das maiores obras de engenharia do Rio.
O então prefeito Carlos Sampaio alegava que o local era um espaço proletário, repleto de velhos casarões e cortiços e pretendia usar os terrenos para a montagem da Exposição Internacional do Centenário da Independência em 1922.
Suas terras foram usadas para aterrar o entorno do antigo morro, parte da Urca, da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Jardim Botânico e outras áreas baixas ao redor da Baía da Guanabara.
Reza a lenda que o morro do Castelo guardava um fabuloso tesouro de 67 toneladas de ouro ocultos pelos Jesuítas em tempos coloniais. Com o desmonte nada foi encontrado, a não ser umas galerias sem tesouro algum.
O grande terreno gerado após o desmonte serviu para a construção de avenidas, órgãos federais e edifícios comerciais.
O único trecho que sobrou foi a Ladeira da Misericórdia numa extensão de 30 metros. É como se fosse um cenário de cinema.
Fonte: Wikipedia
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