A Avenida Francisco Bicalho, construída em 1906 como parte do pacote das obras do porto, acabou com as Ilhas das Moças e dos Cães, em frente onde está hoje a Rodoviária Novo Rio e a antiga Praia Formosa.
Com a construção do Porto do Rio elas foram incorporadas à faixa litorânea com entulhos gerados a partir do Morro do Senado, no Centro, onde é hoje a Praça da Cruz Vermelha.
A construção do porto levou ao desaparecimento enseadas, pontões, praias, ilhas e falésias que se sucediam ao longo do litoral.
A obra levou também à extinção do Saco de São Diogo, igualmente chamado de Enseada de São Cristóvão, que ia da atual rodoviária até os limites da Praça XI.
Toda a área foi aterrada durante a gestão do prefeito Pereira Passos (1902-1906) e ganhou uma avenida principal, originalmente chamada de Avenida do Mangue e posteriormente Av. Francisco Bicalho.
A coordenação das reformas do porto, a conclusão do aterro e a construção do segundo trecho da Avenida do Mangue ficaram a cargo de um dos mais experientes engenheiros do país: Francisco Bicalho.
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