TURISMO >> Histórias do Rio

  • Exposição Universal de 1922 no Rio tinha pavilhões monumentais, palácios e iluminação cenográfica

    Da Redação em 21 de Outubro de 2021    Informar erro
    A exposição Universal de 1922, no Rio de Janeiro, marcou o centenário da Independência. Era um evento enorme para os padrões brasileiros e ocupava o terreno aberto com o desmanche do Morro do Castelo. Foi realizado entre os dias 07 de setembro de 1922 e 31 de março de 1923 e estima-se que recebeu um público de três milhões de pessoas.
     
    Coube ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, então chefiado pelo engenheiro João Pires do Rio, a organização da exposição, que deveria compreender as principais modalidades do trabalho no Brasil, relacionadas à lavoura, à pecuária, à pesca, à indústria extrativa e fabril, ao transporte marítimo, fluvial, terrestre e aéreo, aos serviços de comunicação telegráficos e postais, ao comércio, às ciências e às belas artes.
     
    Foram construídos oito pavilhões: do Comércio, Higiene e Festas; das Pequenas Indústrias; da Viação e Agricultura; da Caça e Pesca; da Administração; de Estatística, aos quais se somavam os palácios das Indústrias e dos Estados.
     
    Treze países se fizeram representar: da América, Estados Unidos, Argentina e México; da Europa, Inglaterra, França, Itália, Portugal, Dinamarca, Suécia, Tchecoslováquia, Bélgica e Noruega; da Ásia, o Japão.
     
    Apenas quatro desses prédios resistiram ao tempo e à especulação imobiliária: o pavilhão da Administração (Museu da Imagem e do Som); o palácio da França (Academia Brasileira de Letras); o palácio das Indústrias (Museu Histórico Nacional); e o pavilhão de Estatística (órgão do Ministério da Saúde).
     
    Curiosamente, o Pavilhão Português também ainda existe pois foi desmontado e levado para Portugal onde se encontra no Parque Eduardo VII, em Lisboa. Já o pavilhão francês era uma réplica do Petit Trianon de Versalhes. 
     
    O conjunto tinha uma área destinada aos pavilhões nacionais para que governos ou industriais estrangeiros construíssem, por conta própria, pavilhões destinados à exibição de seus produtos.
     
    O visitante percorria larga avenida com pavilhões descritos pela imprensa como "deslumbrantes monumentos arquitetônicos".
     
    A entrada principal ficava na avenida Rio Branco. Foi construída uma "porta monumental" de 33 metros de altura. Na avenida das Nações se alinhavam os palácios e representações estrangeiras.
     
    Mais adiante, avistava-se a praça na qual se erigiam os palácios brasileiros, considerados "monumentos majestosos de nossa riqueza e de nossa capacidade de trabalho".
     
    Foram erguidos 15 pavilhões estrangeiros. Na área nacional havia os palácios de festas, dos estados, da música, das diversões, da caça e pesca e muitos outros. 
     
    O Pavilhão da Estatística, projetado pelo professor da Escola Nacional de Belas Artes Dr. Gastão da Cunha Bahiana (1879-1959, tinha estilo Luís XVI e uma estranha cúpula, desenhada por seu sócio Nereu Sampaio.
     
    Fonte: FGV
     
    Leia mais: 

    VÍDEOS

    Exposição Universal de 1922 no Rio de Janeiro


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