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  • Morro da Viúva, o morro que ninguém vê por ser cercado de edifícios

    Da Redação em 22 de Novembro de 2021    Informar erro
    Quem circula pelas Avenidas Rui Barbosa e Oswaldo Cruz, no Flamengo, nem repara que por detrás dos prédios está localizado o Morro da Viúva com extensa mata no topo e curiosidades como um antigo reservatório e um jardim paradisíaco.
     
    A partir dos anos 40, prédios foram sendo construídos, tapando literalmente a vista do lugar a partir da rua. 
     
    O único acesso que sobrou é uma escadaria na Av. Oswaldo Cruz. No topo, existe um antigo reservatório de água do tempo do Império. A construção está desativada há décadas e resiste ao tempo. Vizinho ao local, fica uma moradia familiar que abriga remanescentes que trabalhavam no reservatório.
     
    E colado ao pequeno conjunto de casas, está a bonita área de lazer do condomínio Signori del Bosco. O jardim pertencia ao comendador Giuseppi Martinelli e foi adquirido pelo condomínio que manteve as características originais, com direito a pavões circulando.
     
    Do outro lado do morro, virado para a Praia do Flamengo, outro grande edifício que tapou o Morro da Viúva, o Hilton Santos, era do Clube do Flamengo e foi construído no início da década de 50.
     
    O imenso edifício teve seu auge, entrou em decadência e agora reabre com um moderno retrofit e apartamentos de luxo. Será o primeiro residencial no Rio de Janeiro com a grife YOO Studio, o maior estúdio de design do mundo. O residencial recebe os primeiros moradores ainda em 2021.
     
    Curioso é que o morro com suas pedreiras abasteceu o mercado construtor no início do século XX. Consta que o Obelisco da Av. Rio Branco foi extraído do local, numa peça única. 
     
    O morro passou a ser assim denominado em 1753, depois que se tornou propriedade da viúva de Joaquim Figueiredo Pessoa de Barros. Antes, ele era conhecido por Morro do Léry ou Morro do Leryfe, do francês Jean de Léry que era dono das terras no entorno.
     
    No alto do Morro, segundo historiadores, ainda se encontram vestígios de um forte que aí foi levantado, em 1863, para defesa da Praia do Flamengo e da Enseada de Botafogo.
     
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